(Re) começo

Como eu já havia citado há alguns posts atrás, esse ano as comemorações não seriam em grande estilo e altas festas. Nesse aniversário, preferi me tirar de cena o máximo que consegui e me presentear com a minha própria companhia e o principal; com a minha própria verdade.

Passei a semana anterior ao aniversário e o final de semana fechada em casa, sorrindo pra eu mesma, conversando em voz alta e me oferecendo conselhos.

Me fiz um pouco de cafuné, massagem
E me indiquei boas músicas como trilha sonora.
Me olhei nos olhos,
Me contei segredos,
Me desabafei
E me disse boas verdades na cara.
Me abracei apertado,
Me enxuguei as lágrimas
E me disse ao pé do ouvido que tudo ficaria bem.
Me ofereci o sorriso mais bonito
E o meu colo pra deitar a cabeça.
Me dei feliz aniversário
E me desejei saúde, paz e consciência
Me peguei pelas mãos
E me prometi que esse encontro ficaria para sempre.

Em comemoração à não só pelo meu aniversário mas também por sentir por uma raras das vezes o vazio preenchido na quantidade ideal, resolvi que faria o que sentiria vontade e buscaria à todo custo me proporcionar tudo aquilo que minha alma pedia naquele momento.

Optei também dar a oportunidade para as pessoas que me fazem tão bem, e que queriam estar do meu lado; ficassem. Fui para São Paulo assistir o show do Teatro Mágico. Não pelo show, porque realmente não fazia questão, mas pelo significado que esse “mundo” se fez pra mim. Alem do mais, pra estar ao lado dele eu só teria essa maneira. Pra receber o carinho, a atenção dele, eu teria eu me fazer presente e dar a oportunidade a mim de receber e a ele de dar. A montanha foi até Maomé, coube a cada um subir ou não esta montanha.

Posso dizer que foi um dia surpreendente. Uma paz imensa tomou conta de mim, e as faltas que eu poderia sentir, ou as coisas que certamente sangrariam meu coração não aconteceram. Recebi carinho de pessoas amadas, de gente que me surpreendeu, gente que me deu confiança, e gente que só confirmaram os fatos. Amei cada telefonema, cada preocupação, cada gesto, cada carinho. Me machuquei, me cortei, mas não sangrei.

Não esperei nada de ninguém, e o que veio foi lindo, foi lucro e me caiu como diamante. Foi um dia de caos externo e paz interior. Ouvi coisas lindas, declarei meu amor, recebi telefonema nos 47 do segundo tempo de alguém que me ligou o dia todo e mesmo não conseguindo, não desistiu até dar certo. Meu primeiro telefonema do dia foi aquela linda voz ao pé do ouvido, que eu tanto gosto. Recebi abraço de que quase nunca está, revi uma pessoa importante na minha vida, contemplei das companhias mais perfeitas do mundo. Senti imensamente a presença dos ausentes e notei em cada vírgula o que cada um fez por mim.

Não foi o que idealizei lá trás, quando ainda criei expectativas impossíveis e senti rancores, etc e tal. Foi perfeito, foi exatamente o que e como eu precisava, pra por em pratica todo o processo do final de semana anterior.

Foi a primeira vez que não deletei Orkut e nem sequer desabilitei a data de aniversário. Li cada recado e distingui a importância de cada um deles. Dei muitas risadas, me emocionei, e senti de certa forma o jeitão das pessoas de agir com esse assunto.

Passei sim, a meia noite chorando como louca. E assim seguiu noite a fora, mas faz parte do meu jeito de ser. Senti saudades, tristezas, felicidade, quis morrer e agradeci por mais um ano. Aniversariar me dói, sempre doeu, e dessa vez não foi diferente.

E como diria um rapaz aí: “Vamos que tem chão”. Por aqui, a coisa está só começando.

2 Responses to “(Re) começo”

  1. jediroma Says:

    aeeeee non deletou o orkut!
    q lindo \o/
    amei cada palavra.

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