Reivindicando um inverso

Lendo uma reportagem sobre o Estatuto de Igualdade Racial, me fez pensar novamente no que eu penso sobre tudo isso. Não sou lá uma pessoa a favor desse bando de leis que discrimina mais do que qualquer outra coisa. É uma putaria gigante e agora é lei pra pobre, pra rico, criança, jovem, velho. E eu não acho muito bacana não.

Nunca fui muito a favor desse lance de cotas pra pessoa negra. Acho que não é separando um pedaço do bolo pra eles, que vai torná-los iguais. Somos todos diferentes uns dos outros, com nossas dificuldades e facilidades. Não é a cor da pele que classifica isso. Proteção, pra mim é uma forma clara de preconceito.

Eu mesma sou deficiente e confesso que não sou a favor de muita regalia desnecessária que o deficiente acaba tendo. No fim das contas, eu acabo aderindo mesmo, pra sair na vantagem sim. Mas esse é um papo pra novo post, o de hoje é sobre os negros e o tal do Estatuto Racial.

Acho que ao invés de lei de cotas, de proteções e de obrigar empresas a terem números X de negros, etc, o que precisa mesmo é que a lei proíba apenas a discriminação; independente de cor e raça. É preciso dar os devidos méritos a quem os tem, e assim o País seria feito de gente competente, independente da raça.

Estudei em um colégio de Freira e lá você precisava ser aceito, pra poder estudar. Não se via negro, daqueles pretos mesmo, o que era visto no máximo eram pessoas um pouco mais escuras, e mesmo assim a minoria. Nesse caso sim. Acho absurdo, a pessoa ser recusada a fazer matricula em determinada escola por causa da cor de pele.

Nesse Estatuto Racial, fala sobre a proibição de o empregador exigir boa aparência e foto no currículo. Mas daí, eu acho que isso deveria se expandir pra diversos outros casos; como gordos, magros, altos, baixos, def físico, etc. Assim como a maioria dos tópicos do Estatuto Racial, cabe não só para os negros, mas sim pra um geral da população. Devemos respeitar e ser respeitados.

Talvez eu seja um pouco errada, não sei, mas sou bastante contra em relação a esses lances de levantar bandeiras e criação de tantas leis. Ao invés de ficar criando Estatutos que acabam “preconceituando” ainda mais a coisa, e ainda por cima não sendo levadas a sério, as pessoas deveriam ser mais livres de leis e mais responsáveis pelos próprios atos. Respeite pra ser respeitado, é essa a única lei infalível, a meu ver.

8 Responses to “Reivindicando um inverso”

  1. Li Konishi Says:

    Refletindo antes de comentar…
    (………….)
    Nunca fui à favor das cotas nem raciais nem sociais para as universidades. Com relação às raciais, é mais excludente e preconceituosa do que qualquer outra coisa e quanto às sociais, porque ao invés de dar cotas o governo nao investe numa educação de qualidade que coloque todos em igual situaçao nos vestibulares?!

    O proprio negro se exclui e usa das leis ao seu favor para se beneficiar, e ai, vai dizer que todo negro não é malandro!? Porque ao invés de utiliza-las para seu próprio beneficio, ao invés de lutar tanto por causas como essas, eles não lutam por IGUALDADE!?

    Existem leis sim que beneficiam negros, deficientes e que são justas.. Mas a maioria delas não deixa de ser uma ferramenta de exclusão, injeção momentanea de alto estima, e ferramenta de beneficio encima dos outros cidadaos…

    Agora porque estudei em escola particular, tive acesso à leitura, cultura, arte, educação, onde meus pais se mataram a vida inteira para me proporcionar vem alguém que nunca se esforçou na vida pra ser ninguém e toma meu lugar?! Só porque ele é negro/pobre ou sei lá!?

    Sou a favor sim, da igualdade conquistada através do respeito, através da perserverança, através do trabalho e dos próprios esforços…

  2. jediroma Says:

    eu concordo com vc.

  3. Li Konishi Says:

    Detalhe esquecido no coment acima!!!

    Parem para pensar que existem muitos negros e pessoas de origem humilde que conquistaram seu espaço, tornaram-se pessoas de carater e bem sucedidas sem precisar usar os ombros de ninguém para subir os degraus… Sem precisar de leis, sem precisar de incentivos…

    Conhecimento, informação se conquista…
    Respeito e igualdade também!!!!

  4. maely Says:

    qro cota pra gordos e divorciadas.

  5. Giovana Says:

    Infelismente é o famoso jeitinho brasileiro que acaba virando lei. Já que não damos ensino de qualidade criamos jeitinho, ja que nõ temos como oferecer um salario digno criamos um jeitinho e assim vai… de jeitinho em jeitinho cada vez mais temos cada vez menos. Concordo absolutamente com você !

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