Lembrando o título deste blog.

Briguei com minha mãe, não tem desculpa e é bem verdade que eu sempre acabo sendo injusta e egoísta nesse assunto. O motivo exato eu pra ser sincera nem sei mais, não lembro como começou e nem porque. Mas ela eu sei que deve saber, e não deve esquecer de nenhuma das minhas frases pesadas e gritantes que soltei da boca pra fora. “É nessas horas que dizemos o que realmente sentimos”, discordo completamente e sei o quanto dói ser assim, falar sem pensar e machucar pessoas amadas.
E foi isso, razão eu não tenho nenhuma, mas motivos eu posso até dizer que tenho alguns talvez, mesmo assim nada que justifique essas minhas atitudes idiotas de falar merda pra quem menos merece ouvir. Mas e daí né?! Se eu falo, assumo, mas o que é necessário fazer, que é calar, eu acabo nunca fazendo. Sempre incapaz de segurar essa minha maldita mania de dar “piti” com as pessoas, nas horas e pelos motivos mais errados do mundo.
Quando vi, já foi. E como um passe de mágica o clima já está todo horrível, pesado, ela brava ali, eu chorando daqui e tudo parece não ter nenhuma solução à vista. E pedir desculpas de novo, tentar justificar, seria fácil pra mim, e difícil dela aceitar. Então me fecho em minha insignificância e abaixo a cabeça rezando baixinho e egoistamente pra que isso tudo passe logo, e ela volte ser aquela mãe boazinha, calma e terna, que ela é.
Estou em um momento horrível, e ao mesmo tempo maravilhoso da minha vida. É tempo de conquistas, de ver as coisas se concretizando, realizando. E quando lembro disso, vem na minha cara o quanto nojenta eu sou, porque se tudo está realizando, é graças a ela, e eu que não passo de uma covarde que só pensa em sair, ouvir música e pensar em amores impossíveis. E eu ainda ajo com tamanha estupidez. Parece obvio, mas como mudar um defeito que você mesmo sente nojo?!
Mas enfim, voltando ao momento maravilhoso, de realizações, de passeios, conversas e planos, é pra mim uma das melhores fases da faculdade, já que como eu comentei, só penso em passeios, conversas e música.
Paralelamente me vejo em um momento confuso, é um medo misturado com ansiedade, uma coisa que chega dar até uma certa tontura emocional. Depois que acabou, o que acontecerá?! E os planos?! E a minha vida como uma tetraplégica formada, desempregada, com pais velhos e dificuldades até pra comer e coçar o nariz?! O que vai ser de mim depois do dia 10 de Fevereiro de 2007?! E isso acarreta pra aqueles pensamentos mais macabros, o que vai ser de mim sem meus pais, se caso um dia isso acontecer?! O que eu devo esperar da vida se quando olho pra frente não vejo nenhuma certeza?!
Tudo isso acaba deixando minha mente em parafuso, e eu não sei se devo chorar, me apavorar ou sei lá o que. Com medo, trato de mudar o pensamento, arranjo o que fazer e ainda ligo música, já que pra mim sempre acabo me escondendo atrás de uma música alta, pra num deixar espaço para o pensamento.
Pra completar, me apaixonei. Me apaixonei e sem que eu possa entender ou controlar eu só vejo essa “coisa” aumentar dentro de mim avassaladoramente. Faziam exatos 3 anos que eu não sentia algo como estou sentindo agora. E de certa forma, é igual antes. E eu já nem lembrava que era assim que as coisas funcionavam.

A continuação desse texto é impublicável, sinto muito :( .

4 Responses to “Lembrando o título deste blog.”

  1. Leandro Dalarte Says:

    Acontece?

  2. Rodrigo Says:

    “Hmm
    Se a gnt já não sabe +
    rir um do outro, meu bem
    Então oq resta é chorar

    E talvez
    Se tem q durar
    Vem renascido o amor
    Bento de lágrimas”

    Pra vc e tua mãe 😉

    o resto desse post tá lá no email 😀

  3. Greice Says:

    OOOOOh my!

  4. facebook fans Says:

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