Da leitura.

Leitura sempre foi um grande problema nesse nosso País. Além daquela velha informação do grande número de analfabetos, tem também aquela massa que sabe se virar na leitura, mas não se encaixa como um leitor de livros, revistas e jornais.
Apesar da grande dificuldade física para leitura, eu sempre me interessei por isso, mas nunca como eu gostaria. Acho lindo pessoas que dizem ter lido tantos autores. Mas no inicio eu lia gibis, depois com a boa vontade e ajuda da mamãe cheguei a ler alguns livros de criança e depois de jovem, mas nada que me fizesse ter orgulho, de ter o dom da palavra, e de poder citar alguns grandes nomes nos meus textos.
Com a tecnologia e um pouco de coragem visual, passei a ler alguns livros pelo computador, assim não precisaria de ninguém virando as páginas pra mim. Comecei lendo sites de textos, poesias, críticas, e acabei chegando em livros completos no formato PDF. Comecei bem mal, li quase todos os textos de Paulo Coelho. Mesmo odiando os primeiros que eu acabava, fui lendo todos pra descobrir o porquê da fama do cara, e ainda não entendi até hoje.
Indicada por uma amiga a assistir o filme “Um amor pra Recordar”, e fiquei completamente fissurada, até que a Anne me indicou o livro referente a história do filme, me contou que era mais detalhado e um pouco mais trágico. E imediatamente eu me coloquei a buscar o livro, até que meu amigo Dalarte acabou achando pra mim. E devo dizer que realmente foi um dos livros que mais me prenderam. Tudo bem que é uma historinha romântica e que talvez hoje não me chamasse a mesma atenção da época, mas eu amei e me marcou bastante.
Depois deixei meu lado menina aflorar e li algumas páginas de Clarice Lispector, Cecília Meireles e entre outras poetizas que traziam o romantismo a tona e me faziam sonhar acordada. Mas não era isso que eu queria ainda, queria mesmo era algo que me fizesse pensar um pouco e que realmente mudasse algo na minha vida. E, influenciada pela minha mãe, dei uma folheada em “A arte da Felicidade” de Dalai Lama, que me foi de muita serventia em diversos campos da minha vida.
Depois de um bom tempo dando férias a leitura e me dedicando apenas à faculdade, entrei na onda e li Código DaVinci. Gostei muito porque o assunto muito me interessa, sem dúvidas disparadamente melhor que o filme, mas isso era previsto devido a riqueza de detalhes.
Fiquei um tempão querendo ler “Heróis de verdade”, do Roberto Shinyashiki, mas nunca achei o livro dele na internet e realmente fazer minha mãe ler pra mim é bem complicado, principalmente porque ela não teria tempo. E acabei lendo alguns outros livros que nem me lembro o nome e que não me prenderam, mesmo que minha insistência fosse grande.
Com o TCC, acabei lendo bastante texto sobre técnica de TV, li um pouco sobre leis, mas livro mesmo que eu li inteiro para o TCC foi “Feliz Ano Velho”, e “Minha Profissão é Andar”, dois livros que descrevem sem pudor, as dificuldades, as sensações e as vantagens de ser deficiente. Coisas que nem eu sendo uma deficiente, tinha parado pra analisar. Bem interessantes e que foram bons pra minha bagagem.
Agora que acabou a faculdade, acabei me excedendo com medo do tédio, e além de já ter terminado o “Noites Tropicais”, de Nelson Motta e cedido por e-mail, por ele mesmo, estou agora lendo paralelamente “O Canto da Sereia”, também de Nelson Motta, Ponto de Mutação de Fritjof Capra e que acabei me interessando em ler após assistir o filme, e ainda comecei recentemente “O Lobo da Estepe”, de Hermann Hesse.

Agora resta ver onde isso tudo vai dar, mas essa mistureba já tem dado bons resultados, isso eu posso afirmar.

* Quem tiver uma dica, fique a vontade.

2 Responses to “Da leitura.”

  1. Leandro Dalarte Says:

    Eu li feliz ano velho também e o Paiva consegue fazer as pessoas refletirem. Lembro de uma passagem no livro, dele falando que depois de tudo que ocorreu com ele, ele queria sentir a brisa do vento batendo na cara dele, na avenida Paulista… Tem outro livro dele, que ouvi dizer que é muito bacana também, chamado “Blecaute”.
    Eu continuo firme e forte lendo Memórias de um Suicida e as interminências da morte do Saramago.
    Beijo!

  2. Greice Says:

    Eu tbm achava lindo pessoas que dizem ter lido tantos autores, mas era mais vidrada em música e pesquisa sobre outras culturas…. comecei a ler mesmo só depois do colégio, mas influenciada pelos professores que nos faziam preparar um seminário o semestre inteiro sobre tal livro, informações do autor, tudo sobre a época e etc… Mas no final era gostoso!

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